Tem Solução: como o 'lixo' que sai da sua casa pode gerar renda e transformar comunidades no interior de SP

  • 06/06/2026
(Foto: Reprodução)
TEM Solução: novo quadro do TN1 estreia com foco em projetos ambientais e sustentabilidade Separar o lixo de forma correta dentro de casa pode parecer um gesto simples, mas tem impacto direto na preservação ambiental e no sustento de dezenas de famílias. Em Bauru (SP), cooperativas de catadores recebem diariamente, toneladas de materiais recicláveis recolhidos pela coleta seletiva. Uma delas é a ASCAM, Associação de catadores de materiais recicláveis. “Nós recebemos aproximadamente 50% de todo o material reciclável em Bauru. São 39 tipos diferentes de materiais que passam pelo processo de separação antes de serem vendidos para reciclagem”, explica a administradora da cooperativa, Gisele Moretti. Depois de percorrer ruas e bairros da cidade, os caminhões descarregam os materiais no galpão, onde começa um trabalho essencial para o funcionamento da cadeia da reciclagem. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp ASCAM, em Bauru, recebe toneladas de materiais recicláveis recolhidos pela coleta seletiva TV TEM/Reprodução Há oito anos como catadora, Samanta Aparecida é uma das responsáveis pela triagem dos resíduos e faz um alerta sobre os riscos causados pelo descarte incorreto. “Pedimos atenção da população. Muitas vezes chegam agulhas e cacos de vidro misturados aos recicláveis. Isso pode causar acidentes com a gente que trabalha aqui. Eu tenho filhos para sustentar e esse trabalho é muito importante pra mim”, conta. A renda que vem do trabalho dentro dos galpões também é o principal sustento da Zilda Cristina Custódio. “Eu chego aqui sempre bem cedo. E cada uma tem uma função. Esse serviço representa muito para nós. É o dinheiro daqui que uso pra criar meus filhos e netos. Quanto mais as pessoas colaborarem separando corretamente os materiais, melhor para todo mundo”. Samanta Aparecida é uma das responsáveis pela triagem dos resíduos na Ascam em Bauru TV TEM/Reprodução O exemplo começa dentro de casa Para que a reciclagem funcione, é preciso que os moradores coloquem em prática a separação dos resíduos. Em Bauru, a professora Renata Colletti já faz isso há anos e passou o hábito pra família. Entre embalagens recicláveis e restos de alimentos destinados à compostagem, ela mostra que pequenas atitudes do dia a dia, podem contribuir para a preservação ambiental e fortalecer o trabalho das cooperativas. “Aqui em casa a gente sempre separou o lixo orgânico do reciclável. Mesmo quando estamos cozinhando, quase tudo vem em embalagens que podem ser recicladas. Por exemplo na hora de preparar o almoço pra minha netinha. Tem esse tomatinho aqui que vem em embalagem. A frutinha que ela come vem em embalagem. A caixa de leite, por exemplo, eu lavo rapidamente e também já separo”, explica. A pequena Flora, neta de Renata, já aprendeu que ela também pode ajudar o meio ambiente TV TEM/Reprodução Além da separação dos resíduos secos, a família mantém uma composteira para reaproveitar restos de alimentos e cascas de frutas, que se transformam em adubo orgânico. “São exemplos que passamos para os filhos e agora para a netinha de forma natural. Separar o lixo e ter uma composteira já faz parte da nossa rotina.” A pequena Flora, neta de Renata, já aprendeu que ela também pode ajudar o meio ambiente. “As cascas de banana vão para a caixa das minhocas, na composteira da vovó”. A pequena Flora, neta de Renata, já aprendeu que ela também pode ajudar o meio ambiente TV TEM/Reprodução Escola transforma reciclagem em aprendizado Em Itapetininga (SP), a educação ambiental também tem sido uma ferramenta para incentivar mudanças de comportamento. Em uma escola da cidade, alunos e funcionários participam ativamente da separação de resíduos e ajudam a fortalecer ações de reciclagem. Garrafas plásticas, papelão e latinhas fazem parte da rotina escolar e se transformam em oportunidade de aprendizado sobre sustentabilidade e cidadania. Segundo a professora Anne Barros, a conscientização começa desde os primeiros anos de estudo. “Ensinamos as crianças a identificar as lixeiras corretas pelas cores. Já os alunos mais velhos desenvolvem projetos para ensinar os mais novos sobre a importância da separação dos resíduos.” Educação ambiental tem sido ferramenta para incentivar mudanças de comportamento em Itapetininga Carla Monteiro/TV TEM Após a coleta, os materiais ainda passam por uma nova etapa na triagem. “Chega bastante coisa misturada. A gente ajuda nessa separação para que tudo possa seguir para a reciclagem de forma correta”, explica a colaboradora Miriam Castilho. Em Itapetininga, onde a coleta seletiva ainda não atende toda a cidade, o trabalho é realizado por meio de parceria entre a prefeitura e a COOPERITA, Cooperativa de reciclagem que atua há mais de duas décadas na cidade. Por mês, cerca de 40 toneladas de materiais passam pelo processo de triagem. Para o Bernardo, um dos alunos da escola, o contato com o tema dentro da ambiente escolar, ajuda a formar cidadãos mais conscientes. “É muito importante ter esse conhecimento sobre educação ambiental aqui. E são temas mais presentes no nosso dia a dia. É algo que aprendemos na escola e que precisamos levar para a vida.” Miriam Castilho é uma das colaboradoras do projeto em Itapetininga TV TEM/Reprodução ASCAM, em Bauru (SP), recebe toneladas de materiais recicláveis recolhidos pela coleta seletiva TV TEM/Reprodução Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2026/06/06/tem-solucao-como-o-lixo-que-sai-da-sua-casa-pode-gerar-renda-e-transformar-comunidades-no-interior-de-sp.ghtml


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