Condenação pesada em SC: tio recebe 57 anos por abusos contra sobrinhas e caso pode ter pena ampliada
- 04/03/2026
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Condenado a quase 58 anos: abuso de sobrinhas expõe caso chocante em Santa Catarina
GUARAMIRIM (SC) – Um caso de extrema gravidade e comoção marcou o Norte de Santa Catarina. A Justiça condenou, no fim de fevereiro de 2026, um homem a 57 anos, 11 meses e 8 dias de prisão em regime inicial fechado pelo crime de estupro de vulnerável contra suas próprias sobrinhas.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina, os abusos ocorreram de forma contínua entre os anos de 2021 e o início de 2025. Quando os crimes começaram, as vítimas tinham apenas 5 e 8 anos de idade.
Abuso dentro de casa e silêncio imposto
As investigações apontaram que o condenado se aproveitava da confiança familiar e da proximidade com as vítimas para cometer os crimes dentro do ambiente doméstico. O fácil acesso à residência das crianças facilitava a continuidade dos abusos ao longo dos anos.
Além disso, o homem utilizava ameaças psicológicas para manter o silêncio das vítimas. Segundo apurado, ele afirmava que a mãe não acreditaria nos relatos ou que elas poderiam sofrer consequências dentro da própria família caso revelassem o que estava acontecendo.
Provas e condenação
A sentença foi proferida pela 2ª Vara da Comarca de Guaramirim e teve como base um conjunto robusto de provas. Entre elas estão laudos psicológicos e depoimentos colhidos por meio de escuta especializada, técnica utilizada para evitar a revitimização de crianças e adolescentes.
O magistrado destacou, na decisão, a gravidade dos crimes e o impacto prolongado causado às vítimas, especialmente por terem ocorrido dentro do ambiente familiar, que deveria representar segurança.
Regime fechado e possibilidade de recurso
O réu foi condenado por estupro de vulnerável em continuidade delitiva, com agravantes pelo vínculo de parentesco. A Justiça determinou o cumprimento da pena em regime inicial fechado e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade.
O processo segue em segredo de Justiça, medida adotada para preservar a identidade das vítimas. Ainda cabe recurso por parte da defesa.






